JMJ com participação de portadores de deficiência

0

Organização admite 1.500 portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida

Na contagem decrescente para a Jornada Mundial da Juventude, JMJ, a acontecer na primeira semana de agosto, entre os cerca de milhão de participantes vão estar, pelo menos, 1.500 portadores de deficiência ou com mobilidde reduzida.

“É quase impossível dizer que não a qualquer peregrino que queira vir” referiu um membro da organizador, observando que “até agora” não tem havido “nenhuma situação” em que não se consiga dar resposta.

Entrevistado pela Renascença, Carmo Diniz, responsável da JMJ pela área das pessoas com deficiência, explicou que, para fazer este acolhimento, tudo começa no processo de inscrição do peregrino. É nessa altura que os peregrinos devem assinalar a sua condição e identificar necessidades.

A partir desse momento, passa a ficar dedicado um gestor do peregrino que vai identificar com mais detalhe as necessidades.

“Existem inúmeras situações. Para ver o grau de dificuldade, existem pessoas que precisam de aparelhos elétricos para dormir e nós sabemos que a proposta para a vigília e missa final é que as pessoas pernoitem no Campo da Graça”, exemplifica.

“Temos que encontrar resposta a pessoas que não podem dormir no chão” ou “pessoas que têm uma alimentação especial”, adianta.

“Para todos temos conseguido encontrar resposta”, afirma com satisfação.

Os espaços da JMJ foram pensados para ser acessíveis a todos e, em cada um deles, haverá zonas reservadas para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Quanto aos transportes, Carmo Diniz assegura que a JMJ está articulada com os transportes públicos da capital, que já são adaptados, e diz que há abertura para gerir outras situações.

“Existem algumas ligações que têm que ser asseguradas ou pela organização ou pelos próprios”, adianta, explicando que nalguns casos será possível “os peregrinos trazerem um transporte próprio e pode ser possível acreditar os veículos”.