Número 6 na lista do PAICV terá sido forçada a não tomar posse e no seu lugar entrou a primeira suplente, Ivone Sabino
O mandato da Presidente Elisa Pinheiro, na Câmara Municipal do Porto Novo, iniciou com um grande percalço do ponto de vista legal.
Com a totalidade dos mandados na Câmara Municipal para o PAICV, a candidata Cibel Ramos, número 6, foi impedida de tomar posse, na passada segunda-feira, 23, e segundo consta ela foi “forçada” a renunciar ao cargo mesmo antes de a assumir oficialmente.
A denúncia é do Deputado da Nação, Damião Medina, que numa publicação nas redes sociais revela o que se afigura uma “jogada política para satisfazer o ego político da mandona do PAICV”.
Contatos feitos pelo OPAÍS.cv junto de várias fontes no Porto Novo, sugerem que a jovem Cibel, de Alto Mira, recém formada, terá sido convencida a não tomar posse, para dar lugar à primeira suplente, Ivone Sabino, aliada de Pinheiro.
As nossas fontes são unânimes em apontar razões de ordem de saúde para a número 6 não tomar posse, embora não exista qualquer atestado médico que a aponta como invalida até porque ela foi aceite na lista.
Sabe OPAÍS.cv que familiares de Cibel tentaram acionar a Justiça para fazer valer seus direitos mas sem sucesso, após intervenções de pesos pesados do PAICV e até da Presidente Elisa Pinheiro, que desde o início tinha as suas “intenções protecionistas” na feitura da lista.
“Estamos perante um esquema para legitimar quem não foi sufragado nas urnas”, observa uma nossa fonte, acentuando que a inexperiência da jovem eleita e sua falta de preparo político, podem estar a ditar o seu afastamento.
“Mesmo que tenha um problema de saúde grave, que a impossibilite de assumir o cargo, ela devia ser investida e só depois renunciar ou pedir a suspensão do mandato” explica.


