JÚLIO CORREIA: Não aceitarei ataques ao direito de opinião

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Antigo Ministro da Administração Interna e Deputado da Nação que já foi Vice-Presidente da Assembleia Nacional já veio ao terreiro avisar “alto e bom som” que também não aceitará o que considera “criminalização de consciências”

Parece um recado para o interior do seu Partido, o PAICV, e à Presidente Janira Hopffer Almada, em mais um episódio da crise interna no maior Partido da Oposição.

Em uma publicação na sua página na rede social Facebook, Júlio Correia que não esteve na sala de sessões no momento da votação da proposta de lei da regionalização, e que ao que tudo indica está na lista dos que a Presidente do PAICV ordenou processos disciplinares, já deixou claro que não vai aceitar “ataques ao direito de opinião ou à criminalização de consciências” e advertiu que reagirá ao abrigo de todos os meios e recursos do Estado de Direito.

Júlio Correia diz que a “hipersensibilidade à diferença e à crítica vem dos que se julgam donos de consciências e que insistem ingloriamente em impor aos outros a lógica autoritária de respeitinho é bonito”, e fala num “grande problema” que se tem vindo a enfrentar.

O antigo Presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, na ilha do Fogo, recorda que já foi alvo de julgamento por delito de opinião e que esta possibilidade volta a pairar-lhe sobre a cabeça.  “Corro o mesmo risco de apanhar, de novo, com um processo por delito de opinião”.

“Risco agravado agora, por se armar o circo pretensamente judicial fora dos tribunais e se me imputar crime de consciência e por gente que nos anos 90 sequer sabia o que era a política”, atirou.

A crise interna no PAICV parece longe de conhecer o seu fim. Ontem noticiamos que a Comissão Nacional de Jurisdição e Fiscalização estava a notificar um grupo de Deputados em processos disciplinares por terem votado contrariamente ao que o Partido queria na proposta de lei da regionalização.



1 COMENTÁRIO

  1. Provou do próprio fel. PAICV é isto mesmo Júlio. Quando nós mostra anos a cara de um regime opressivo, você negava. Júlio nega a democracia e ainda considera que anos 90 foram anos de desgraça para Cabo Verde. Caro Júlio você ainda há de fazer as pazes com a democracia. Até está condenado a levar porrada da Janira.

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