Lá vem a janira H. Almada com as suas loucuras!

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Essa senhora não tem a mínima consciência da importância do cargo que assumiu e das suas responsabilidades. Não sabe a Janira que nenhuma eleição, seja ela com que grau de resultados for, pode neutralizar a realização da justiça e o poder judicial?

Ao dizer que “o que o povo dá ninguém tira” e que “o povo é soberano”, ninguém é tontinho para não perceber que ela está a atacar, mesmo que por subterfúgios, a acusação do Ministério Público em relação ao seu agora amigo de peito, Francisco Carvalho, e aos seus familiares, arguidos acusados nesse processo.

Pode ser embaraçoso para a Janira ver um familiar íntimo a braços com a justiça, nos termos em que isso está a acontecer. Claro que é uma situação complicada. Mas a Janira tem de perceber a responsabilidade que assumiu como Presidente de um órgão de soberania, como o é a Assembleia Nacional, que ela própria diz ser “a casa do povo”. E deve saber que a Constituição da República reza que a justiça é feita em nome do povo. Os tribunais são igualmente órgãos de soberania.

Quer ela dizer que a justiça que está a ser feita serve para tirar o voto do povo, como afirmou no seu infeliz post?

Então, a Presidente da Assembleia Nacional está contra a realização da justiça? Ou, para a Janira, há gente, amigos, marido, sobrinha e camaradas contra os quais a justiça não pode tocar?

A Janira não viu a gravidade do conteúdo do seu post miserável e infeliz! Nem viu que agora já não podem vitimizar-se ou afirmar que é perseguição do MPD. Janira, vocês é que estão no poder e com um monopólio impressionante!

A Janira nunca há de mudar a sua atitude e o seu modo de fazer política, independentemente do cargo que ocupar. Será sempre a Janira da “canja e dos pastéis”! A radical Janira de sempre, na fala, nos conteúdos, na forma e nos ataques!

E imaginem! O cargo que ela ocupa confere-lhe, em determinadas circunstâncias, poderes para substituir o Presidente da República. Mas nem isso lhe faz refrear os seus impulsos!

Ao atacar a justiça, como o fez de forma indireta no seu post, isso também pode ser entendido como uma resposta, ou uma bofetada, aos que lhe deram o seu voto para atingir os 62 votos que a elegeram para o cargo que ocupa neste momento, bem como a todos aqueles que fizeram propaganda a seu favor.

O povo vota, e o seu voto deve ser respeitado pacificamente. Todavia, ninguém pode atacar a justiça, desacreditá-la ou tentar condicioná-la por quaisquer meios ou formas. Pode haver todos os votos do mundo, desde que eles não sirvam para fazer calar a justiça.

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