Legislativas 2026. Candidatos divergem sobre economia e desenvolvimento

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Os candidatos apresentaram propostas para a economia, com o PTS a defender maior inclusão social, a UCID aumento de rendimentos e alívio fiscal, o PP redução da dívida pública, o PAICV uma nova estratégia económica e o MpD a destacar crescimento económico e redução do desemprego

Os candidatos às eleições legislativas de 17 de maio defenderam, no debate promovido pela Rádio e Televisão Cabo-verdiana (RTC), diferentes estratégias para enfrentar os desafios económicos do País, com foco no custo de vida, crescimento económico, emprego, fiscalidade e poder de compra das famílias.

A candidata do PTS, Jónica Brito, considerou que o crescimento económico registado no País não beneficiou a maioria da população, afirmando que os ganhos ficaram concentrados numa elite. Segundo disse, “o povo tem sofrido de Santo Antão à Brava”, defendendo medidas estruturais e duradouras para aliviar o custo de vida das famílias.

Para Jónica Brito, as medidas adotadas pelo Governo chegam apenas “quando o povo já não aguenta mais”, pelo que defendeu a diversificação da economia como forma de criar novas oportunidades e garantir maior equilíbrio social.

Por sua vez, o candidato da UCID, João Santos Luís, afirmou que Cabo Verde continua vulnerável aos choques externos por não ter criado, ao longo dos anos, mecanismos de proteção económica suficientemente fortes.

Segundo o líder da UCID, apesar dos recursos mobilizados pelo País ao longo de décadas, Cabo Verde “podia estar melhor”. Como solução, defendeu uma política de aumento de rendimento das famílias e maior alívio fiscal, alegando que a atual política tributária penaliza os Cabo-verdianos e dificulta o ambiente de negócios.

O candidato do PP, Amândio Barbosa Vicente, apontou a redução da dívida pública como prioridade para permitir maior capacidade de investimento no País.

O líder do PP criticou igualmente o modelo económico nacional, afirmando que o crescimento beneficia sobretudo o Estado e grandes empresas, enquanto a população continua a enfrentar perda do poder de compra, inflação e desemprego. Segundo disse, muitos Cabo-verdianos têm sido obrigados a emigrar em busca de oportunidades de trabalho.

Já o candidato do PAICV, Francisco Carvalho, defendeu a necessidade de uma “nova estratégia económica” centrada nos Cabo-verdianos.

O líder do PAICV afirmou que o País precisa “recomeçar”, repensando parcerias e reforçando o apoio ao setor privado, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento económico e criar melhores condições de vida para as famílias.

Por outro lado, o presidente do MpD e candidato à reeleição, Ulisses Correia e Silva, destacou os impactos da conjuntura internacional, marcada por guerras e aumento dos preços internacionais, com reflexos diretos em países dependentes como Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva sustentou, no entanto, que o Governo conseguiu responder às sucessivas crises, protegendo empresas, famílias e empregos. O líder do MpD destacou ainda o regresso do crescimento económico e a redução da taxa de desemprego para níveis historicamente baixos.

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