Os líderes dos Partidos concorrentes às eleições legislativas de 17 de maio deixaram, na noite de sexta-feira, mensagens dirigidas ao eleitorado Cabo-verdiano, no quadro do segundo e último debate promovido pelos órgãos públicos de rádio e televisão
O Presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, considerou o debate “muito esclarecedor e conclusivo”, defendendo que os projetos para o País devem assentar em “responsabilidade, sustentabilidade e sentido de compromisso”.
O líder do MpD criticou ainda Francisco Carvalho por, segundo afirmou, não ter respondido aos fundamentos das suas propostas, alegando que o Presidente do PAICV “sabe que não tem condições de financiamento” das medidas apresentadas e que “é fácil fazer populismo”.
Ulisses Correia e Silva deixou uma mensagem de “muita confiança” no trabalho realizado pelo Governo e pelo MpD, manifestando o desejo de continuar a conduzir Cabo Verde “pa frente”.
A líder do PTS, Jónica Brito, centrou a sua mensagem na juventude e afirmou que o “voto de protesto” será expresso nas urnas. A dirigente criticou o bipartidarismo, considerando que este tem mantido a população “sufocada e na miséria”.
Jónica Brito apelou ainda à participação eleitoral, sobretudo dos cidadãos que nunca exerceram o direito de voto, defendendo que o PTS poderá ser “a voz da população no Parlamento”.
Por sua vez, o Presidente da UCID, João Santos Luís, defendeu a necessidade de um Parlamento equilibrado, afirmando que isso permitirá evitar “abusos de maioria absoluta”. O líder da UCID sustentou também que o Partido está, neste momento, em condições de apresentar propostas para a governação do País.
O Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, deixou uma mensagem de esperança e confiança num “Cabo Verde para todos”, afirmando querer transformar esse sonho em realidade.
Já o líder do PP, Amândio Barbosa Vicente, apelou ao voto no seu Partido, destacando áreas como saúde, melhores salários, habitação e reforço da segurança pública entre as prioridades da sua candidatura.


