O caso remonta a 2021, e já nessa altura OPAÍS.cv havia noticiado que a antiga Presidente do INPS estava a ser investigada por alegada prática de crimes de peculato, em concurso real com crimes de infidelidade
OPAÍS.cv recorreu aos seus arquivos e chega à conclusão de que Carlos Santos, até ontem Ministro do Turismo e Transportes, terá sido associado a um escândalo nacional por gente que lhe era próxima.
No dia 5 de janeiro de 2021, uma notícia do nosso jornal referia que a antiga Presidente do Conselho de Administração do INPS, Leonesa Fortes, estava a ser indiciada pela Justiça Cabo-verdiana da prática de crimes de peculato, em concurso real com crimes de infidelidade, durante a sua gestão naquele Instituto.
A informação veio a público numa altura em que a Procuradoria da República solicitou ao Parlamento o levantamento da imunidade parlamentar do Deputado Júlio Correia, que há data em que alegadamente ocorreram os supostos crimes, desempenhava funções de Ministro com tutela sobre o INPS.
Consta que o antigo dirigente e governante terá prestado declarações, mas na qualidade de testemunha.
O processo está abrangido pelo “segredo de Justiça”, situação que não permitiu a recolha de mais dados.
Muito antes, a 31 de outubro de 2018, OPAÍS.cv, uma outra notícia, dava como certa a transferência de “avultada quantia” do INPS por ordens de Leonesa Fortes para Portugal, e na mesma notícia dizia-se que nunca se soube para que fins seria a ordem de transferência.
Chegado à Justiça, o processo seguiu seu curso de investigação, com Fortes a ser ouvido, pelo menos, duas vez na PGR, mas as suas declarações foram contraditórias, o que suscitou dúvidas na Justiça, admitindo haver “fortes indícios” da existência de, pelo menos, um crime.
É este crime que agora envolve o ex- Ministro, tendo sido constituído arguido, pelo que colocou o cargo à disposição do Chefe do Governo que aceitou, apelando, no entanto, a não se fazer julgamentos na praça pública.


