Sublinhado é do Primeiro-Ministro, mas UCS adverte que não há que dramatizar a situação, alegando que de um lado se quer circular livremente e do outro lado alguém quer também criar obstáculos
O Primeiro-Ministro disse que Cabo Verde é um País de liberdade, e que desde há muito tempo vem eliminando uma série de barreiras para as pessoas poderem ter a livre circulação, entretanto, com este novo acordo que o Governo estabeleceu com a CPLP, UCS garante que haverá mais mobilidade e alega que é preciso entender que essa “liberdade de mobilidade vai continuar e vai aumentar”.
UCS fez essa consideração quando questionado sobre a vaga significativa de jovens a emigrar para a Europa, no programa Ponto por Porto, na TCV, sobre o Balanço 2022/Perspetiva 2023, onde assegurou que não há que dramatizar esta situação “criando tipo de uma ideia que estamos aqui a arder e todo mundo a fugir”.
Segundo o Chefe do Executivo, esta é outra mensagem extremamente negativa porque faz má pedagogia, nós temos que entender que se está em momentos muito especiais.
“Nós temos que entender que essa liberdade de mobilidade vai continuar e vai aumentar, de um lado nós queremos circular livremente do outro lado alguém quer também criar obstáculos”, reforçou.
Com esta mobilidade, conforme realçou, as pessoas vão poder entrar e sair, e para aqueles que querem ir trabalhar lá fora, buscando melhores oportunidades, isto segundo o mesmo, o Estado não tem condições de os impedir.
“Jovens alguns que estão a sair dentro desse acordo de mobilidade estabelecido com Portugal foi no sentido de garantirmos que essa mobilidade laboral seja segura, aqueles que vão, vão no âmbito de um acordo que garante direitos, garante que o nível salarial praticado para aqueles que vão seja justo e seja idêntico com a praticado em Portugal, garante segurança social, garante assistência médica medicamentosa, nalguns casos garante habitação”, esclareceu o PM.


