O líder da oposição da Guiné-Conacri, Cellou Dalein Diallo, ofereceu aos líderes golpistas que derrubaram o Presidente Alpha Condé há dois dias o “apoio” do seu partido para construir uma “democracia pacífica”
Segundo a edição de hoje do Guinée 7, Diallo concordou com os princípios da declaração que justificou a tomada do poder por parte dos líderes golpistas, membros do autodenominado Comité Nacional para a União e Desenvolvimento e liderados pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya.
“Os motivos da ação salvadora e o objetivo estão interligados com as aspirações da ANAD, que são a reunificação da nossa nação, a refundação do nosso Estado e a luta contra a corrupção e impunidade”, disse o líder da oposição, numa aparição pública esta segunda-feira.
Diallo, de acordo com Guinée 7, instou os líderes golpistas a darem prioridade ao estabelecimento de “instituições legítimas capazes de levar a cabo reformas que possam conduzir rapidamente o País à reconciliação nacional e ao estabelecimento do Estado de direito”.
Alpha Condé, que governou a Guiné-Conacri desde 2010 até ao passado domingo, foi derrubado e preso por membros do Grupo das Forças Especiais do Exército do País, liderado por Doumbouya, que justificou o golpe como uma ação para criar as condições para o Estado de direito.
Os golpistas dissolveram as instituições de Estado do País no passado domingo. Foi instituído um recolher obrigatório noturno, e a Constituição do País e a Assembleia Nacional foram ambas dissolvidas.
O golpe de Estado foi já condenado pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental, que exigiu também a “imediata” e “incondicional” libertação de Alpha Condé, e o mesmo fez a União Africana, da França e também de Cabo Verde.


