Líder da UM baleado em Bissau

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Agnelo Regala foi surpreendido por pessoas encapuçadas junto à sua residência, no centro de Bissau

O político de 69 anos, líder da União para a Mudança, Deputado da Nação na Guiné-Bissau, e que ontem foi alvo de uma tentativa falhada de assassinato, garante estar a recuperar-se bem.

Dos 8 disparos em sua direção, apenas 1 acertou o alvo, numa perna esquerda, tendo, na sequência, perdido muito sangue.

Agnelo Regala não encontra justificações para a sua liquidação. Diz ele não ter problemas com ninguém, pelo que admite que a única motivação é a política. “Não tenho problemas com ninguém”, disse, admitindo que “a única motivação é política de quem quer calar as vozes daqueles que discordam e que pretende defender a democracia”. Entretanto, vai advertindo que pela defesa da Guiné-Bissau “nós não temos medo de dizer a verdade”.

Os atiradores faziam-se transportar numa viatura sem matricula. No momento dos disparos, o político estava junto à sua residência, na companhia de um vizinho que tinha uma criança de 2 anos ao colo. “Os tiros foram disparados na minha direção”, confirmou.

Nas suas declarações aos Jornalistas em Bissau, este domingo, Regala foi categórico ao afirmar que “não vamos permitir” a implantação de uma “ditadura” na Guiné-Bissau “em nenhuma circunstância”.

“Não podemos viver num País em que haja esquadrões da morte e tentativas permanente de silenciamento”, ajuntou, assegurando que as ameaças “não vai nos impedir” de continuar a nossa caminhada. “Temos um compromisso com a democracia”, lembrou.

O atentado já mereceu repúdio sobretudo da Liga Guineense dos Direitos Humanos que instou as autoridades nacionais a agirem em consequência.

“É preciso pôr cobro a esta situação imediatamente”, insistiu o porta-voz da Liga.