Os líderes dos Partidos concorrentes às eleições legislativas de 17 de maio continuam a percorrer o País com discursos centrados em economia, juventude, agricultura, combate à corrupção e alternativas de governação
Nas mais recentes ações de campanha, MpD, UCID, PTS, PAICV e PP apresentaram propostas e críticas mútuas, numa altura em que a disputa eleitoral entra na reta final.

O Presidente do MpD e Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, defendeu investimentos para dinamizar a economia da Ilha do Maio, com destaque para os transportes e a agricultura. O líder democrata afirmou que o Governo pretende reforçar as ligações marítimas e aéreas entre o Maio e Santiago, através da aquisição de novos navios e aumento dos circuitos aéreos.
Ulisses Correia e Silva destacou ainda os investimentos na dessalinização de água para a agricultura, associada à energia renovável, afirmando que o objetivo é reduzir a dependência da chuva e baixar os custos de produção agrícola.
Por sua vez, o Presidente da UCID, João Santos Luís, apelou ao eleitorado de São Vicente para pôr fim à bipolarização política em Cabo Verde, defendendo que votar na UCID representa uma aposta numa nova alternativa política. O dirigente democrata-cristão mostrou-se confiante num resultado histórico nas eleições do próximo domingo.
João Santos Luís afirmou ainda que o Partido pretende apostar em áreas como saúde, desporto, habitação, agricultura, pesca e formação profissional para jovens, além de defender maior autonomia para São Vicente.
A líder do PTS, Jónica Brito, destacou o envolvimento da juventude na campanha do seu Partido e considerou positiva a receção popular às suas mensagens políticas. Segundo a dirigente, muitos jovens têm aderido ao projeto político do PTS, incluindo através das redes sociais.
Jónica Brito afirmou que os apoiantes identificam o Partido como uma voz representativa da população, sublinhando o impacto da participação de uma jovem mulher na liderança política nacional.
Já o Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, voltou a defender medidas de gratuitidade no ensino superior, saúde e formação profissional, argumentando que o Estado deve apoiar empresários, investidores e famílias.
Francisco Carvalho acusou o MpD de utilizar medidas gratuitas apenas em períodos eleitorais, alegando que as propostas do PAICV visam promover maior independência económica e social dos cidadãos.
Por outro lado, o líder do PP, Amândio Barbosa Vicente, centrou o discurso no combate à corrupção e na reforma da justiça. O dirigente criticou o atual modelo de nomeação do Procurador-Geral da República, defendendo alterações no sistema por considerar que o titular do cargo não consegue investigar com independência o poder político que o nomeia.
Amândio Barbosa Vicente defendeu igualmente mudanças na lei dos titulares de cargos políticos, classificando-a como insuficiente e “cheia de lacunas”, além de pedir maior rigor ético no funcionamento da justiça.
As eleições legislativas são no próximo domingo, dia 17.


