Lídio Silva desmascara António Monteiro

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Veterano e antigo dirigente da UCID, Lídio Silva acusa seu antigo par e companheiro, de estar “agarrado ao osso” e de impedir que o Partido renove e cresça de forma “sustentável”

É um texto publicado recentemente nas redes sociais que agora vem à ribalta, após consumar o “golpe político” à mesa da Assembleia Municipal em São Vicente.

Com efeito, semana passada, mesmo antes de se conhecer o “golpe”, Lídio Silva, histórico da UCID referiu-se ao Presidente do seu Partido pelas piores razões. “Fruto da má reputação do vitalício Presidente António Monteiro e eterno candidato que, agarrado ao osso, não deixa o Partido renovar e muito menos almejar um crescimento sustentável a nível nacional”, começa por escrever no seu texto intitulado “quinta chance desperdiçada”

Na opinião de Silva, no passado dia 25, o seu Partido poderia ter vencido o pleito no Mindelo. A se confirmar seria a primeira eleição de sempre para a UCID, entretanto “tal não aconteceu porque faltou trabalho sério e honesto bem como uma estratégia coerente e uma planificação refletida por todos e aprovada pelo Conselho Nacional, considerando as reivindicações dos Sãnvicentinos”.

Lídio Silva refere que a vitória, nas urnas, não aconteceu “porque faltou o trabalho de equipa”, não tendo sequer o Conselho Nacional sido convocado para dar a sua contribuição e havia membros que “nem sequer” conheciam as listas de candidatos. “É de se lamentar que, uma vez mais, apenas contou, a decisão unilateral do dono e patrão, ‘o eu, eu e sempre o eu’, desde que as vozes críticas internas se afastaram é assim que o Partido funciona”, lamentou, para mais adiante reconhecer que a UCID está desorganizada a nível nacional, “apenas” servindo António Monteiro.

O histórico da UCID acusa, ainda, Monteiro de nomear dirigentes nas várias regiões apenas na base de “amizade ou subserviência”, quando, na verdade “deviam ter sido eleitos” pelos militantes inscritos em cada região. “É por essa razão que os resultados a nível nacional foram uma vergonha para quem pertence a UCID desde a sua fundação”, reconheceu, ainda.

“Dividir para reinar”

O afastamento das vozes críticas no seio da UCID, prossegue Lídio Silva “é mais uma prova” de que António Monteiro quer “dividir para reinar, algo que ele terá aprendido no livro ‘como fazer inimigos internos’ que há uns anos atrás ele andou a ler, na própria sede do Partido”, acentuou.

No rolo das críticas do veterano, entretanto afastado das lides partidárias, por desentendimentos com a Direção do Partido, Silva fala em “erros irreparáveis”, lamentando que o seu Partido tenha caído nas mãos de alguém “que só pensa no seu umbigo, esquecendo que a força dum Partido está nas suas divergências internas, nas vozes discordantes que funcionam como travão para evitar os excessos e por conseguinte evitar que se cometam erros irreparáveis, como os muitos que temos assistido com a atual direção”.

Lídio Silva adianta que o seu Partido precisa de um “verdadeiro líder”, alguém que seja “humilde, honesto e sério, que respeita os órgãos e os estatutos, que trata todos os militantes por igual, que tenha a capacidade de saber escutar; de um verdadeiro líder, que conheça minimamente os elementos à sua volta, para poder distribuir tarefas de acordo com a capacidade de cada um e exigir o cumprimento das mesmas.

Mas nunca mesmo nunca, alguém que fez aprovar ou aprovou autoritariamente um slogan ‘cumprir Cabo Verde’, que nem é capaz de cumprir os Estatutos do Partido, dispondo do Partido como se de sua mercearia se tratasse”, finalizou.

1 COMENTÁRIO

  1. A UCID continua a ser, de facto, um Partido regional e de natureza regionalista. O seu Presidente, sr. António Monteiro, nunca se preocupou nem se interessou em convertê-lo em um Partido nacional, com sólida implantação em todas as ilhas do país, porque sabe que no dia em que isso acontecer ele perderá irremediavelmente a liderança desse Partido, com todas as consequências que este facto acarreta. Daí que ele se tenha “agarrado ao osso”, comportando-se como um “régulo” numa minúscula tribo.

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