Gilberto Silva representa Cabo Verde na Assembleia das Nações Unidas que decorre entre 22 e 24, em Nova Iorque
O Ministro da Agricultura e Ambiente leva hoje à Assembleia das Nações Unidas, um tema “crucial” para o futuro de Cabo Verde, “o desafio da mobilização e utilização da água”, onde apresentar os ganhos e desafios do setor da água no nosso País e progressos importantes na gestão e mobilização dos recursos hídricos que está a progredir no cumprimento do ODS 6.
Dados avançados pelo Governo dão conta que atualmente 85,5% da população Cabo-verdiana tem acesso a água potável para consumo, sendo 70% desse acesso assegurado pela rede pública de abastecimento.
“Reconhecemos a importância da água potável como um direito humano básico e estamos comprometidos em garantir que a taxa de acesso à água potável atinja níveis próximos a 100% até 2026. A meta é aumentar o consumo médio per capita dos atuais 43 l/pessoa/dia para 90 l/pessoa/dia até 2026”, lê-se num comunicado do Governo.
A estratégia do Governo nesta matéria inclui a mobilização de água dessalinizada, que atualmente fornece água potável para mais de 80% da população Cabo-verdiana.
Ainda no que diz respeito a essa questão, o Governo garante estar “empenhado” em investir em projetos de mobilização de água para agricultura, e para tal alcançar este objetivo, há um conjunto de açoes a serem implementadas com destaque para a expansão da rede de abastecimento de água, reforçar a produção de água dessalinizada, associada a fontes de energia renováveis, com base na relação água-energia, a expansão de uso de energia renovável para outras usinas de dessalinização, entre outros.
“Essas ações demonstram o compromisso e determinação em encontrar soluções sustentáveis e inovadoras para superar os desafios únicos que enfrentamos, bem como para garantir a segurança hídrica e alimentar de nossa população”, realça.
Ao nível da governação no setor da água, o Governo reforça que tem apostado em políticas e instrumentos estratégicos modernos e inovadores, que passam pela melhoria do planeamento, adequação da legislação, comercialização dos serviços da água, reforço da regulação técnica e económica, política social e inclusão tarifária, e fornecer informações aos usuários e consumidores.


