Clippve denunciou que as mulheres são alvo de maus-tratos, falta de assistência médica, isolamento e violência institucional
O Comité pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (Clippve) denunciou no domingo que mais de 180 mulheres estão detidas por motivos políticos no País e são alvo de maus-tratos, falta de assistência médica, isolamento e violência institucional.
A denúncia foi feita no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, assinalado esta terça-feira, e integra a campanha “Elas não estão sozinhas”.
Segundo a organização, as mulheres detidas enfrentam superlotação nas prisões, ausência de condições básicas de higiene, falta de produtos menstruais e ausência de cuidados ginecológicos.
A Clippve afirma que muitas foram presas de forma arbitrária e sofrem represálias apenas por “pensarem de forma diferente”.
A ONG denuncia ainda que familiares das detidas, incluindo mães, também enfrentam abusos durante visitas, como revistas humilhantes e restrições à entrega de bens essenciais.
A organização sublinha que ser mulher e presa política no País significa estar particularmente exposta a violência institucional, negligência médica, escassez de água e desnutrição, e exige a libertação imediata das detidas.
Dados recentes da organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP) indicam que existem 1.080 presos políticos na Venezuela, incluindo funcionários de segurança do Estado, ativistas, jornalistas, sindicalistas e membros de partidos políticos.
A JEP alerta ainda que 145 detidos permanecem desaparecidos e que pelo menos 50 têm dupla nacionalidade.


