Foi há 4 anos que Cabo Verde começou a substituir os anteriores bilhetes de identidade, emitidos praticamente no mesmo formato desde 1957, ainda na vigência do regime colonial
O Cartão Nacional de Identificação, CNI, de Cabo Verde, que há precisamente quatro anos substituiu os antigos bilhetes de identidade do período colonial, já garante a identificação de 267 mil Cabo-verdianos.
A informação é avançada esta segunda-feira, 31, pela Agência Lusa, que cita fonte oficial.
O CNI, documento de identificação também com características eletrónicas, integra o projeto do Sistema Nacional de Identificação e Autenticação Civil, SNIAC. e foi lançado em janeiro de 2018, com a sua emissão em Portugal. Progressivamente, o CNI começou a substituir os anteriores bilhetes de identidade, emitidos praticamente no mesmo formato desde 1957, ainda na vigência do regime colonial.
De acordo com fonte do SNIAC, o novo modelo de documento de identificação “mais seguro, mais moderno, mais tecnológico”, é igual aos já aplicados nos países mais desenvolvidos e conta atualmente, quatro anos depois, com 267.794 titulares.
Segundo o SNIAC, desse total, 92% dos CNI foram emitidos em Cabo Verde e os restantes 8% nas representações diplomáticas no exterior.
O novo CNI foi lançado em 23 de janeiro de 2018 ainda como experiência piloto na Conservatória dos Registos e Notariado do concelho do Paul, Ilha de Santo Antão, onde foram também entregues os primeiros cinco cartões.
Além das funções de identificação, o CNI permitiu juntar outros números e dados, como o de contribuinte fiscal e o de previdência social.
O CNI é também um documento que permite ao cidadão ligações com vários serviços através da Internet, com recursos às suas valências de autenticação e assinatura digital.
Cabo Verde lançou também o passaporte eletrónica, produzido igualmente em Portugal, e que segundo dados deste mês do Ministério da Justiça já conta com 231.523 titulares.


