Alerta foi lançado esta manhã pelo Primeiro-Ministro, durante a sua visita ao bairro do Fonton, na Cidade da Praia
Ulisses Correia e Silva, visitou esta manhã o bairro do Fonton, na Cidade da Praia, acompanhado pelo Ministro da Saúde, técnicos da tutela e representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), no quadro das ações de prevenção e combate ao paludismo e outras doenças transmitidas por mosquitos.
Ulisses Correia e Silva destacou que o Fonton continua a ser identificado como uma zona crítica, mas sublinhou que a situação pode ser revertida, lembrando os investimentos feitos no passado em drenagens, arruamentos, trabalho comunitário e campanhas de sensibilização.
“Não podemos permitir retrocessos, nem correr o risco de perder o certificado de Cabo Verde como País livre de paludismo. Cada um tem de fazer a sua parte”, afirmou, apelando ao envolvimento de todas as entidades e cidadãos.
O Primeiro-Ministro destacou ainda que o Ministério da Saúde continua a cumprir o seu papel na vigilância epidemiológica e sensibilização, e recordou a responsabilidade das Câmaras Municipais em garantir saneamento e limpeza diária, evitando lixo acumulado e águas estagnadas que servem de foco de proliferação de mosquitos.
“Só a Câmara da Praia recebeu, nos últimos cinco anos, cerca de 3,1 milhões de contos através do Fundo de Financiamento Municipal, e ainda 250 mil contos do Fundo do Ambiente, precisamente para investimentos em saneamento, equipamentos e meios. É fundamental que este trabalho seja prioridade número um”, reforçou.
Ulisses Correia e Silva concluiu apelando à mobilização coletiva para manter Cabo Verde livre de paludismo. “Com empenho de todos — Governo, municípios, comunidades e cidadãos — vamos garantir que o Fonton não volte a ser foco de paludismo e que Cabo Verde mantém firme a sua conquista histórica.”


