Mais de 50 milhões de pessoas são forçadas a fugir dos seus países

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Relatório do IMDC regista número recorde de pessoas forçadas a fugir das suas casas por causa de guerras e desastres. Más condições de vida são ainda mais alarmantes numa época de pandemia

O número de pessoas deslocadas nos seus países de origem, em fuga de guerras e outros conflitos armados, ou de desastres como cheias, secas e terramotos, nunca foi tão elevado como agora, diz o relatório de 2020 do Centro de Monitorização do Deslocamento Interno, IMDC.

Ao todo, quase 51 milhões de pessoas em todo o mundo vivem afastadas das suas comunidades e com pouco acesso a serviços básicos, sinal de um “falhanço coletivo de proporções épicas na protecção dos mais vulneráveis”.

Para agravar ainda mais a situação dos deslocados internos em relação a anos anteriores, milhões de pessoas vivem em acampamentos sem condições de higiene mínimas e onde o distanciamento social é impossível de praticar, o que abre as portas a uma rápida transmissão do novo coronavírus.

“A pandemia do coronavírus vai deixá-los ainda mais vulneráveis”, disse a Directora do IMDC, Alexandra Bilak. “Vai comprometer ainda mais as suas precárias condições de vida, ao limitar o acesso a serviços essenciais e a ajuda humanitária.”

Ao todo, em Dezembro de 2019 havia 50 milhões e 800 mil pessoas deslocadas nos seus próprios países e sem saberem quando poderão regressar a casa, a maioria, 45 milhões e 700 mil em fuga da violência armada em África, no Médio Oriente e na América do Sul. Os outros cinco milhões de deslocados vivem afastados das suas casas devido a desastres naturais, nas mesmas três regiões e também na Ásia.

Com PÚBLICO