Manifestações pós-eleitorais em Moçambique já causam 303 mortos e 619 feridos

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Dados foram divulgados pela ONG Decide, que monitoriza os processos eleitorais no País

Desde 21 de outubro, as manifestações pós-eleitorais em Moçambique resultaram em pelo menos 303 mortos, 619 feridos e 4.228 detidos, segundo a ONG Decide, que monitoriza os processos eleitorais no País.

Os protestos, convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que contesta os resultados das eleições de 9 de outubro, têm sido marcados por confrontos violentos entre manifestantes e as forças de segurança.

Na quarta-feira, em Maputo, a polícia recorreu a gás lacrimogéneo e disparos para dispersar manifestantes que contestavam a posse do novo Presidente, Daniel Chapo, realizada na Praça da Independência.

Durante a cerimónia, grupos pró-Mondlane, empunhando cartazes e entoando o hino nacional, bloquearam vias com pedras e pneus incendiados, levando a uma intervenção policial severa.

Chapo, proclamado vencedor com 65,17% dos votos, é o quinto Presidente Moçambicano e o primeiro nascido após a independência do Oaís.

Mondlane, que obteve 24% dos votos, alega fraude e exige a “reposição da verdade eleitoral”. A tensão mantém Maputo sob fortes medidas de segurança.