A sustentabilidade financeira da Associação de Defesa do Consumidor é um dos desafios da nova Direção, eleita na passada quinta-feira, 27, no Mindelo, em assembleia-geral da organização
Em entrevista ao OPAÍS, Marco Santos Cruz, que lidera a nova Direção da ADECO, indica que a associação precisa, pelo menos, de 8 mil contos/ano para poder funcionar “minimamente”.
“Temos a preocupação de garantir o mínimo necessário para podemos cumprir a nossa missão”, observou, explicando que “não se pode trabalhar aos soluços”.
Segundo nos disse o novo Presidente, a ADECO vive, basicamente, da quotização dos sócios e de financiamentos através de projetos. Estão inscritos cerca de 3 mil sócios mas apenas cerca de 2 mil é que têm as quotas em dia.
A ação da ADECO é nos dias de hoje “mais abrangente”, revelou Marco Santos Cruz, observando que, cada vez mais, esta associação é chamada a intervir, daí considerar oportuno que o Estado, através do Governo e das Câmaras Municipais devam também “fazer a sua parte”.
O nosso entrevistado faz uma comparação com as agências de regulação e diz que estas funcionam com “grandes orçamentos” e a ADECO não. “Uma ínfima parte dos seus orçamentos nos seria útil”, admite.
O voluntariado tem sido a base do trabalho na ADECO, reconhece o novo Presidente para quem não é possível manter um organismo como a ADECO nestas condições.
Marco Santos Cruz congratulou o “esforço, trabalho e total abnegação” do seu antecessor António Pedro Silva que, segundo frisou, “fez um excelente trabalho” todos estes anos à frente da ADECO. “Ele deu um grande contributo”, reforçou.
Nascido em São Vicente, em 1977, Marco António do Rosário Santos Cruz, de seu nome completo, é engenheiro mecânico de profissão, formado no Brasil, em 2001.
Trabalhador por conta própria, o novo Presidente da ADECO é um entusiasta das energias renováveis, e trabalha também como consultor.
Desde 2006 está ligado à ADECO e integrou a última Direção de António Pedro Silva como 1.º Vogal.
Na Direção da ADECO tem como Vice-Presidente a Advogada Eva Caldeira Marques. A Assembleia Geral passa a ser liderada por Eneida Lopes e o Conselho Fiscal é presidido por Hernani de Oliveira Soares.
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