Presidente da FCF adiantou que as contas ainda estão a ser fechadas e que o saldo final deverá ser conhecido até ao final do ano
O presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), Mário Semedo, afirmou, em entrevista à Lusa, que as verbas resultantes da participação histórica de Cabo Verde no Mundial de 2026 serão aplicadas no desenvolvimento do futebol nacional, com prioridade para a formação e o reforço das competições internas.
Segundo o dirigente, antes de qualquer investimento será necessário liquidar todos os compromissos financeiros relacionados com a participação no Mundial, incluindo prémios aos jogadores, despesas de viagens, alojamento e logística da equipa.
“A FIFA não pagou tudo. As pessoas pensam que é só anunciar e já está nas contas da Federação. Não é verdade: recebemos milhões, mas temos milhões de despesas, também”, afirmou.
Mário Semedo adiantou que as contas ainda estão a ser fechadas e que o saldo final deverá ser conhecido até ao final do ano, garantindo, contudo, que os recursos disponíveis serão investidos “rigorosamente no futebol nacional”.
Entre as prioridades, o presidente da FCF defendeu ainda a criação de uma lei-quadro para as escolas de futebol, com o objetivo de estabelecer critérios para o seu funcionamento, definir o perfil dos responsáveis pela formação e regulamentar o financiamento destas estruturas, contribuindo para um desenvolvimento mais organizado da modalidade.


