Esse novo modelo de desalfandegamento e da relação alfandegária das comunidades com Cabo Verde, para o envio de bens e para a parte comercial, deve entrar em funcionamento em julho deste ano
Cabo Verde vai lançar, oportunamente, um novo modelo de desalfandegamento, “mais rápido e eficaz”, que facilitará o comércio e o envio de bens pela Diáspora do País.
A garantia é do Ministro das Comunidades, em entrevista à Agência Lusa, no quadro da sua visita aos Estados Unidos da América.
Jorge Santos afirmou que o País tem em Cabo Verde “um parceiro fiel”, tendo deixado nesta visita uma série de compromissos, quer para com a comunidade Cabo-verdiana, quer para com as autoridades locais.
“Em primeiro lugar, o compromisso de restabelecer a ligação direta entre Cabo Verde e Boston para a mobilidade das nossas comunidades através da nossa empresa nacional, a TACV. Em segundo lugar, um novo modelo de desalfandegamento e da relação alfandegária das nossas comunidades com Cabo Verde, para o envio de bens e para a parte comercial”, disse.
De acordo com o governante, trata-se de um novo modelo de desalfandegamento que “é menos oneroso, mais fácil, mais rápido e mais eficaz” e que vai ser instituído até julho deste ano.
E, em terceiro lugar, o MdC assumiu o compromisso de intensificar e melhorar as relações, “para um melhor comércio, melhor investimento e melhor interação com o capital humano” que Cabo Verde tem nos EUA.
“Neste momento, os EUA estão a investir 260 milhões de Dólares numa nova Embaixada em Cabo Verde. Será a maior Embaixada dos Estados Unidos na África Ocidental. Isto é um sinal dos EUA, pela confiança, pela boa amizade, porque reconhece em Cabo Verde uma democracia, o País que defende os direitos humanos, que tem uma previsibilidade e que é um País que promove a Paz”, avaliou.
Nos EUA, Jorge Santos tem desenvolvido uma intensa agenda com passagens por regiões como Florida, Nova Inglaterra, Nova Iorque ou Nova Jérsia, onde se encontrou com membros de Câmaras de Comércio, com líderes estaduais e com as comunidades Cabo-verdianas.
Nos encontros com as comunidades, o Ministro deixou claro que a Diáspora tem as “suas expetativas, frustrações e exigências”, e que, nesse sentido, se apresentou perante ela para dialogar e apresentar a nova política do Ministério das Comunidades, que tem na Diáspora uma estratégia prioritária a nível nacional.
De acordo com Jorge Santos, o foco dessa estratégia é conseguir atrair a atenção das segundas, terceiras e quartas gerações da Diáspora, fazendo a ponte entre os EUA e Cabo Verde num processo de desenvolvimento.
“Cabo Verde decidiu, neste momento, dar centralidade à Diáspora Cabo-verdiana e ter na Diáspora uma extensão das nossas Ilhas. Temos 500.000 habitantes residentes, mas temos 1,5 milhões de descendentes da Diáspora distribuídos por 25 países”, detalhou.
“E aqui, nos EUA, temos a maior comunidade (…) é nisto que estamos aqui focados: em criar as condições, facilitar a vida e a integração”, acrescentou.


