Segundo a OMS, até 1 de agosto tinham sido confirmados 3.605 casos, tornando este o maior surto de Ébola já registado no país. Em apenas 11 semanas, quase 1.500 pessoas morreram
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que o surto de Ébola na República Democrática do Congo continua sem sinais de abrandamento, defendendo um reforço urgente da resposta internacional para travar a propagação da doença.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 1 de agosto tinham sido confirmados 3.605 casos, tornando este o maior surto de Ébola já registado no país. Em apenas 11 semanas, quase 1.500 pessoas morreram.
A MSF informou que mobilizou mais de 1.400 profissionais, opera sete centros de tratamento e apoia o Ministério da Saúde nas ações de vigilância, rastreio de contatos e mobilização comunitária. No entanto, a organização considera que a resposta continua insuficiente, com muitos casos a surgirem fora das cadeias de transmissão já identificadas.
A organização alertou ainda que o conflito armado, o difícil acesso às zonas afetadas e a aproximação da época das chuvas agravam a crise humanitária e dificultam o combate à epidemia, apelando a uma intervenção mais rápida para evitar novas perdas de vidas.

