As opções começam a ser cada vez menos para sobreviver no Afeganistão. Famílias estão a ser forçadas a recorrer a soluções extremas
Com a fome a apertar, famílias com filhos ponderam como poderão combater as dificuldades. A chegada ao poder do regime talibã deixou muitos Afegãos em situação de sem-abrigo.
Aumentaram os acampamentos e a falta de condições básicas. Mas são também muitas as imagens que chegam do País de crianças a brincar nas ruas como se não se apercebessem do que os rodeia. Contudo, passam agora a ser vistas como uma fonte de rendimento para as famílias.
Meninas menores ficam noivas de estranhos e sem opção de escolha. É lhes dito que é necessário que assim seja para que as famílias possam sobreviver. Os maridos a que estão a ser propostas são, por regra, mais velhos, alguns têm mesmo o dobro da idade das menores.
Estes contratos não asseguram que as crianças sejam bem tratadas, pelo contrário, podem mesmo ser forçadas a trabalhar e sofrer maus tratos.
Mohammad Naiem Nazem, ativista de direitos humanos em Badghis, relatou, citado pela CNN, que de dia para dia “aumenta o número de famílias que vendem os seus filhos”.
A ajuda internacional começa a ser cada vez mais escassa, o que acontece em simultâneo com o colapso da economia do País, que torna-se quase impossível suportar necessidades básicas como comida ou alojamento.
Com Notícias ao Minuto


