Esses dois indicadores — taxa de desemprego em baixa, atingindo os 8%, e PIB a crescer a 7,3% — levam-nos a concluir que, de facto, estamos a aproximar-nos do nosso PIB potencial, considerando que temos aumentado significativamente a utilização eficiente de alguns fatores de produção, principalmente o fator trabalho.
O desemprego do fator trabalho – subutilização da força de trabalho disponível numa economia – é o tipo de desemprego de fator de produção mais importante, porque representa o mais grave problema macroeconómico enfrentado pela maioria das economias mundiais. Quando esse desemprego é elevado, significa que o hiato do produto é muito grande, ou seja, o PIB efetivo é muito inferior ao PIB potencial numa determinada economia.
Em Cabo Verde, temos dado um bom combate ao desemprego do fator trabalho. Os dados do INE (IMC 2024) apontam para uma população desempregada de 17.373 indivíduos, com uma queda de 20,5% em relação a 2023. A taxa de desemprego jovem (15 a 24 anos) reduziu-se para 20,1%, registando uma queda de 50% nos últimos oito anos.
Ora, isto significa que o fator trabalho vem tendo, ao longo desse período, uma melhor utilização e que o PIB efetivo se tem aproximado do nosso PIB potencial. Não é por acaso que, em 2024, a economia cabo-verdiana apresentou um crescimento de 7,3%.
Esses dois indicadores — taxa de desemprego em baixa, atingindo os 8%, e PIB a crescer a 7,3% — levam-nos a concluir que, de facto, estamos a aproximar-nos do nosso PIB potencial, considerando que temos aumentado significativamente a utilização eficiente de alguns fatores de produção, principalmente o fator trabalho.
Se analisarmos a população economicamente ativa, que inclui as pessoas empregadas e as que estão à procura de emprego, podemos observar que houve um aumento dessa população, impulsionado principalmente pelo número de pessoas empregadas. Em 2024, foram mais de 8 mil indivíduos empregados, e o número de pessoas à procura de emprego não impactou significativamente a população economicamente ativa, pois houve uma redução de 20,5% em relação a 2023.
O aspeto mais importante a ser considerado, contudo, é que, em Cabo Verde, a taxa de participação da força de trabalho vem aumentando nos últimos anos. Fica evidente este registo com a pública das estatísticas do Mercado de Trabalho IMC 2024.
Os dados são animadores: há aumento de postos de trabalho, há crescimento económico, o que significa que a economia está a gerar empregos.
O número de empresas aumentou. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados no VI Recenseamento Empresarial, o país contava, em 2023, com 18.191 empresas, o que representa um aumento de 65,3% face a 2018. Destas, 18.061 estavam ativas em 2022, registando-se um crescimento de 81,8% em relação a 2017.
Estas empresas empregavam 93.010 indivíduos, sendo 59,5% homens e 40,5% mulheres. O número de pessoas ao serviço destas empresas aumentou 29,4% face a 2017, e a faturação total ascendeu a 355 milhões de contos, o que equivale a aproximadamente 3 mil milhões de euros.
Estes indicadores positivos são reflexo de uma boa política económica do Governo. Os dados contradizem aqueles que não querem aceitar esta realidade, comprovada pela própria ciência económica.


