Miguel Monteiro toma posse como Diretor-Geral da CPLP e promete reforçar cooperação e projeção internacional

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A sede da CPLP, em Lisboa, foi palco, esta semana, da cerimónia da tomada de posse do novo Diretor-Geral da organização, num momento marcado por um discurso de compromisso, responsabilidade e ambição renovada para o espaço lusófono

O Cabo-verdiano, Miguel Monteiro, já está oficialmente investido nas suas novas funções de Diretor-Geral da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, garantindo que assume as funções com “profunda honra e elevado sentido de responsabilidade”.

“Este momento representa não apenas um compromisso profissional, mas também um compromisso pessoal com a missão da CPLP”, enfatiza Miguel Monteiro.

A CPLP congrega um grupo de nove países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), “unidos por uma história, uma língua e uma visão partilhada de cooperação solidária, respeito mútuo e futuro comum”, enfatiza o seu novo DG para quem é essa matriz identitária que deve continuar a orientar a ação política e técnica da organização.

No exercício das novas funções, Miguel Monteiro destacou como prioridades a coordenação eficaz dos serviços do Secretariado Executivo, a garantia de uma gestão “rigorosa, transparente e eficiente” e o acompanhamento próximo da execução dos projetos aprovados pelos Estados-membros. O objetivo, frisou, é “fortalecer uma CPLP mais próxima dos cidadãos, mais relevante no plano internacional e mais eficaz na resposta aos desafios comuns”.

Num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, pressões económicas e exigências crescentes ao nível do desenvolvimento sustentável, a liderança agora iniciada é vista como estratégica para consolidar o papel da organização enquanto plataforma de diálogo político e cooperação técnica entre os países lusófonos.

“Com espírito de serviço, diálogo e cooperação, início este mandato, determinado a honrar a confiança que me foi concedida”, declarou Miguel Monteiro, concluindo com uma nota pessoal de fé ao pedir a Deus que o acompanhe na missão agora assumida.