Militares dos EUA não devem morrer numa guerra que os Afegãos não têm vontade de lutar

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Afirmação é do Presidente Norte-americano, Joe Biden, sublinhando que “o objetivo da mobilização das tropas Norte-americanos para Afeganistão “nunca foi construir uma nação democrática, e sim lutar contra o terrorismo”

O Presidente dos Estados Unidos de América, Joe Biden, disse que a sua decisão de retirar as forças Norte-americano do Afeganistão, tem que ver com a falta de vontade política dos líderes Afegãos em unir forças contra os talibãs.

Para Joe Biden, os militares Norte-americanos não devem morrer numa guerra que as forças Afegãs não têm vontade de lutar. “Os soldados Americanos não poderiam e não deveriam continuar lutando e morrendo em uma guerra que os Afegãos não estão dispostos a lutar”, disse, após se referir “à rendição” e à fuga das autoridades Afegãs, lideradas pelo Presidente Ashraf Ghani após a tomada da capital pelos mujahideen, no domingo.

Contudo, referiu Biden, os objetivos, da presença dos EUA no Afeganistão foram cumpridos: deter a Al Qaeda e capturar Osama bin Laden. “Mas a ameaça terrorista ultrapassou amplamente o Afeganistão e chegou a outros países”, entre os quais citou a Somália (Al Shabab), o Iraque e a Síria sob o Estado Islâmico. “O objetivo da mobilização nunca foi construir uma nação democrática; somente lutar contra o terrorismo”, um argumento, lembrou Biden, que defende desde os seus tempos como vice-Presidente de Barack Obama.

Os talibãs assumiram a liderança do Afeganistão, depois de tomar à força o País, na sequência da fuga do Presidente daquele País.

Os EUA dizem que só reconheceriam um Governo liderado pelos talibãs no Afeganistão se estes respeitassem os direitos das mulheres e enfrentassem os terroristas.