O Simpósio arranca hoje, com o objetivo de “fortalecer a cooperação científica e tecnológica” na região, destacou o Presidente do Instituto do Mar, Albertino Martins, sublinhando que o encontro pretende “transformar conhecimento em ação” e posicionar Cabo Verde como um polo de excelência científica. A sessão de abertura conta com a participação do Ministro do Mar, Jorge Santos
A Cidade do Mindelo acolhe hoje e amanhã o 1.º Simpósio de Biologia Marinha e Tecnologia da Macaronésia, que decorre nas instalações do Instituto do Mar/Centro Oceanográfico. A sessão de abertura conta com a participação do Ministro do Mar, Jorge Santos
O evento é copromovido por várias instituições, incluindo o GEOMAR e o Instituto do Mar, reunindo especialistas, investigadores e entidades de referência da região da Macaronésia. A iniciativa conta ainda com o apoio do projeto Europeu Twilighted e junta participantes da Alemanha, Portugal (Açores e Madeira) e Cabo Verde.
Em declarações exclusivas ao Jornal OPAÍS.cv, o Presidente do Conselho Diretivo do Instituto do Mar, Albertino Martins, destacou que o Simpósio tem como principal objetivo “fortalecer a cooperação científica e tecnológica entre os arquipélagos da Macaronésia, promovendo redes de colaboração, partilha de experiências e definição de prioridades comuns para transformar conhecimento em ação”.
Segundo o responsável, o encontro representa também uma oportunidade estratégica para posicionar Cabo Verde no panorama científico internacional. “Este encontro contribui para consolidar Cabo Verde como um polo de excelência científica, criando um espaço contínuo de diálogo entre cientistas, decisores e instituições”, afirmou, sublinhando ainda que a iniciativa reforça a capacidade nacional de investigação e abre caminho para o reconhecimento internacional, nomeadamente com o futuro Centro de Excelência da UNESCO para a Observação Marinha, liderado pelo IMar.
Durante os dois dias de trabalhos, os participantes irão debater temas centrais como o estudo do mar profundo, o desenvolvimento de tecnologias de baixo custo e a biologia marinha da Macaronésia. Para Albertino Martins, estes eixos são fundamentais para responder aos desafios ambientais e tecnológicos da região insular, permitindo não só aprofundar o conhecimento dos ecossistemas marinhos, como também desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis.
O Presidente do IMar destacou ainda os resultados esperados do simpósio, apontando para “avanços concretos e duradouros”, com a definição de prioridades científicas claras, o reforço de parcerias estratégicas entre instituições nacionais e internacionais e a otimização de recursos e infraestruturas através da partilha de conhecimento.
“Pretendemos criar uma rede mais sólida e coesa, evitando duplicações e potenciando sinergias”, frisou, acrescentando que o encontro deverá gerar impactos duradouros na investigação e inovação marinha, alinhando-se com iniciativas estruturantes como o COFE e o projeto FUTURO.
A concluir, Albertino Martins deixou uma mensagem de confiança e compromisso, defendendo que “a cooperação científica traduzida em ação é o caminho para proteger os oceanos, fortalecer a região e construir um futuro sustentável para todos”, sublinhando que Cabo Verde acolhe este simpósio “com orgulho”, reafirmando o papel da ciência como motor de desenvolvimento e resiliência.


