Ministro da Cultura destacou riqueza da cultura e a sua importância na construção da identidade do País

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Abraão Vicente considerou hoje, no Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, que estava data celebra todo o “largo e rico” percurso do Cabo-verdiano enquanto povo independente e culturalmente com uma identidade própria

O Ministro da Cultura e das Industrias Criativas, e Ministro do Mar, fez estas declarações em mensagem alusiva ao Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, que hoje se assinala.

“Neste dia celebramos todo o largo e rico percurso do povo Cabo-verdiano enquanto povo independente e culturalmente com uma identidade própria, um povo que tem nas culturas tradicionais um forte orgulho”, enfatizou.

Durante a sua mensagem, Abraão Vicente enfatizou como a literatura nacional serviu de base para inspirar a luta pela independência de Cabo Verde.

“A literatura nacional serviu de base para inspirar a luta pela independência. A escultura, pintura e as artes plásticas Cabo-verdianas inspiraram várias gerações no País para expressar aquilo que, numa certa altura, não poderíamos expressar”, apontou.

O Ministro exortou os jovens a estudarem as histórias locais para compreenderem plenamente o nascimento e a evolução da Nação Cabo-verdiana, que tem uma “história rica” que se estende por mais de 500 anos.

“Temos todas as razões para nos orgulharmos de Cabo Verde e da sua rica cultura”, realçou.

Abraão Vicente destacou a importância de honrar a memória de figuras, como Eugénio Tavares, considerado um dos maiores escritores do mundo, que teve um papel importante na promoção da cultura Cabo-verdiana.

“Convido a todos os Cabo-verdianos a visitarem não só a Casa Eugénio Tavares, mas também o Museu da Morna em São Nicolau e as várias infraestruturas culturais de Cabo Verde, como as bibliotecas municipais, os arquivos nacionais, os museus nacionais e municipais”, expressou.

A sessão das celebrações hoje em Lisboa, a ser presidida pelo Ministro Abraão Vicente, contará também com a intervenção do Embaixador de Cabo Verde, em Portugal, Eurico Monteiro.

A data homenageia o dia de nascimento de um dos maiores literatos da história de Cabo Verde, o poeta Eugénio de Paula Tavares, falecido aos 63 anos na Vila Nova Sintra, Ilha Brava, em 1 de junho de 1930.