Amadeu Cruz destaca que todas as condições estão reunidas para um bom arranque do ano letivo
Em entrevista à Radio Educativa, o Ministro da Educação rebateu a fundamentação apresentada para o veto presidencial, alegando que “não há violação da Lei de Bases da Educação”.
O Governante criticou a decisão do PR, apontando incoerências jurídicas e políticas, e reforçou a importância de esforços conjuntos para a busca de entendimentos entre as partes envolvidas.
O Ministro destacou que o Governo já atendeu a várias reivindicações dos professores, como a atualização salarial e as reclassificações, e criticou a postura “intransigente” dos sindicatos. “Se não fizermos esforços de convergência, nunca chegaremos a nenhum entendimento”, lamentou.
Sobre o diálogo com os sindicatos, o Ministro enfatizou que “só no ano transato, realizámos mais de 10 encontros com os sindicatos. Entendemos que há reivindicações justas e outras nem tanto. O nosso dever é acolher essas demandas, analisar e tomar decisões em linha, tanto quanto possível, com os objetivos da governação e das políticas educativas.”
Amadeu Cruz afirmou que o clima de pacificação com os sindicatos foi alcançado ao longo do ano letivo e que é preciso evitar mais agitações na sociedade Cabo-verdiana. “Não devemos agir no sentido de agitar ainda mais a situação. O Ministro da Educação está sempre nesta toada de procura de entendimentos com os sindicatos, com os professores, não só em matérias salariais, mas em todas as matérias”, sublinhou.
Em relação ao impacto financeiro das reivindicações, o Governante alertou para a necessidade de equilibrar os interesses dos professores com as finanças públicas.
“Qualquer variação nos salários dos professores tem um impacto orçamental extraordinário. A nova tabela remuneratória tem um impacto de cerca de 1,2, ou 1,3 milhões de contos”, disse, afirmando que o Governo está empenhado em fazer o máximo possível dentro das capacidades do País.


