Amadeu Cruz admitiu, ainda, que houve interferência político-partidária que impediu o SINDEP e SIPROFIS de firmarem um memorando de entendimento com o Ministério da Educação
Em conferência de Imprensa esta quinta-feira, 30, o Ministro da Educação negou qualquer adulteração no acordo com os Sindicatos que representam os professores.
Amadeu Cruz destacou a satisfação dos cerca de 7.500 professores de Brava a Santo Antão, com o aumento salarial de 78 para 91 mil Escudos. “É isto que o País pode dar”, afirmou, reconhecendo, no entanto, as expetativas de um grupo específico de professores com grau de mestrado ou doutoramento. “Este grupo, composto por aproximadamente 30 professores, inclui alguns dirigentes sindicais”, revelou.
O governante defendeu que não se pode condicionar o benefício global de 7.500 professores devido a uma questão que beneficia cerca de 30 indivíduos, embora reconheça a legitimidade das reivindicações do grupo. “Vamos resolver esta questão em sede de revisão do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente”, assegurou.
O Ministro nota que há interferência político-partidária para impedir a assinatura do acordo com os Sindicatos.
“Nós tínhamos chegado a um entendimento sobre a nova tabela salarial e se há uma interferência partidária para dizer que não se assina o acordo, nós temos que dizer que o Ministério da Educação não está disponível para esta questão politiqueira”, declarou.
Amadeu Cruz reafirmou o compromisso do Governo em continuar a agir de boa fé no sentido de valorizar e dignificar a careira dos professores dentro das possibilidade do País.


