Jorge Santos, enfatizou a importância de conhecer o perfil e o potencial da Diáspora para agregar valor aos esforços de desenvolvimento nacional
Esta posição foi defendida durante a abertura da primeira mesa redonda internacional sobre o Mapeamento da Diáspora no Mundo, que aconteceu no sábado, 22, em Lisboa.
“É um projeto para fazermos o perfil de imigração Cabo-verdiana no mundo, saber quantos são, quem são e onde estão, mas também o que fazem e a caracterização socioeconómica”, reforçou.
Ou seja, continuou, a ideia é definir como trazer esse potencial, principalmente das segundas, terceiras ou quartas gerações, para agregar valor aos esforços nacionais de desenvolvimento.
Segundo Jorge Santos, a escolha de Portugal para dar o “ponta pé de saída” com a mesa redonda sobre o projeto, que terá, no mínimo, a duração de dois anos, relaciona-se com a dimensão da diáspora Cabo-verdiana na Europa, que já ultrapassa os 460 mil Cabo-verdianos de quatro gerações.
O Governante lembrou que hoje existe uma “colaboração e um comprometimento grandes” da Diáspora com Cabo Verde, através do capital humano, mas também a nível financeiro, já que ela já está a investir em contas a prazo, que neste momento já ultrapassa os 375 milhões de Dólares.
O Ministro das Comunidades é de opinião que a nossa Diáspora em diferentes países do mundo é um “capital endógeno”, por isso a necessidade de se investir em políticas públicas que sejam “assertivas” e se poder aumentar essa participação.


