Ministro das Comunidades na Emigração enaltece “importante e substancial” apoio da Diáspora

1

Jorge Santos intervinha nos Estados Unidos da América, numa sessão comemorativa dos 46 anos de Cabo Verde Independente

O Ministro das Comunidades Cabo-verdianos na Emigração, enalteceu ontem, nos EUA, a contribuição das comunidades crioulas na economia de Cabo Vede e destacou o “importante e substancial” apoio dos emigrantes, sobretudo no envio de remessas para o Arquipélago. Jorge Santos referiu que em 2020, em plena pandemia da Covid-19, o apoio chegado do exterior atingiu o valor de 20,8 milhões de contos, registando um aumento na ordem dos 13%, quando comparado com o período de 2010 a 2020, em que o envio de remessas totalizou 180,1 milhões de contos, cerca de 2 mil milhões de Dólares Norte-americano.

Na sua comunicação por ocasião do de Julho, num ato que contou com a presença do Primeiro-Ministro, do Presidente da Câmara Municipal de Brockton, de várias dezenas de Cabo-verdianos, Jorge Santos notou que Cabo Verde “reconhece e valoriza” a importância da sua Diáspora “em todas as fases de afirmação e desenvolvimento” da Nação nestes 5 Séculos da sua existência.

“É de justiça o reconhecimento público e oficial das nossas comunidades, a sua força, a persistência e resiliência que se encontram forjados no ADN da nossa nação Criola, e sentidos nas mornas e coladeiras , no batuco e funaná, interpretados e tocados nas cordas do violão e no rufar dos tambores”, ajuntou.

Centralidade à Diáspora

Na sua comunicação, Jorge Santos explicou aos presentes que o Governo da X Legislatura optou pela criação do Ministério das Comunidades, “dando centralidade” à Diáspora Cabo-verdiana, “porque entende que as nossas comunidades, espalhadas pelo mundo, são uma extensão das nossas Ilhas do ponto de vista identitário, cultural, económico e de conhecimento”.

O que se quer é que a nossa Diáspora “sinta, cada vez mais, como parte integrante e ativa da nação e aproxime, cada vez mais de Cabo Verde”, acentuou, observando que esta opção do Governo “exige uma visão moderna, políticas públicas proativas, novos paradigmas de relacionamento e conectividade, refletidos em instituições capazes de responder adequadamente os desafios da dupla integração que encerra o fenómeno migratório Cabo-verdiano: integração no País de acolhimento e integração em Cabo Verde, através dos respetivos centros de interesses económicos, sociais e culturais”.

“O Governo adota essa tutela ministerial, trazendo a Diáspora Cabo-verdiana para o centro do debate e das prioridades governamentais do País”, acentuou.

1 COMENTÁRIO

  1. No entanto começaram a dar- nos que falar por não usar o meio adequado para convocar a massa dos imigrantes que tem o interesse de os ouvir e expor preocupações.
    Pela próxima por favor venham com mais tempo planejado para ouvir . Lembrando de não queimar a ponte que nos leva a reeleição.

Comentários estão fechados.