Ministro do Mar visitou Nortuna que prevê colocar no mercado no próximo ano 600 toneladas de Esmoregal

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Administração da empresa sedeada em Flamengos, São Vicente está otimista. Jorge Santos fala em produção de peixes “muito importantes” nos mercados internacionais

O Ministro do Mar, Jorge Santos, realizou ontem, quinta-feira, uma visita de trabalho à Nortuna CV, empresa que prevê colocar no mercado já no próximo ano de 2025, pelo menos, 600 toneladas de Esmoregal, da sua produção nos viveiros colocado no alto mar, nas imediações de São Pedro.

Um dos sócios da Nortuna CV, Luís Rodrigues, que guiou a visita ao Ministro disse à TCV que, ainda este mês, serão enviadas amostras de Esmoregal para a Noruega, onde será feito o teste de aceitação no mercado.

“Também perspetivamos colocar no mar 15 mil unidades de atum rabilho no próximo ano”, revelou.

O Ministro do Mar que foi se inteirar do projeto, destacou o sucesso da experiência de produção de Esmoregal e outros peixes de “alto valor”, como o atum rabilho, e a Corvina.

Jorge Santos referiu-se a esta produção como “o nosso ouro”, tendo elogiado todo o trabalho que a Nortuna CV vem desenvolvendo no País, com aposta num quadro de jovens Cabo-verdianos, Noruegueses e Espanhóis.

Citado numa publicação no Facebook do Ministério, Jorge Santos referiu que os peixes que a Nortuna produz são “muito qualificados” nos mercados internacionais, como Japão, EUA e Europa, por serem de “alta qualidade e alto valor” de mercado.

Segundo aquela fonte, após todos os detalhes do processo de produção, feito por Biólogos nacionais, Jorge Santos enalteceu a “a experiência sustentável” que Nortuna CV está a desenvolver, “algo que exige muita tecnicidade e muita investigação”, reconheceu.

“O conhecimento que é desenvolvido aqui é depois transposto para a criação e promoção industrial desta indústria de produção”, enfatizou o Ministro.

Quanto à aquacultura, técnica que a Nortuna utiliza, Santos referiu ser algo com “grande potencial” em Cabo Verde, reconhecendo que a extensão do projeto para as Ilhas de Santo Antão e São Nicolau, “já nas próximas fazes” da empresa, irá permitir uma produção de “milhares de toneladas” tanto do atum rabilho, como do esmoregal e da corvina.