Após completar o sobrevoo da face oculta da Lua, a cápsula Orion prepara-se para enfrentar temperaturas que podem atingir cerca de 3.000 graus Celsius, enquanto viaja a uma velocidade aproximada de 40 mil km/h. Esta etapa é apontada como uma das mais delicadas, tanto para os astronautas como para o controlo de missão
A missão Artemis II, a primeira tripulada à Lua em mais de 50 anos, regressa esta sexta-feira à Terra, numa fase considerada crítica para o sucesso da operação: a reentrada na atmosfera.
Após completar o sobrevoo da face oculta da Lua, a cápsula Orion prepara-se para enfrentar temperaturas que podem atingir cerca de 3.000 graus Celsius, enquanto viaja a uma velocidade aproximada de 40 mil km/h. Esta etapa é apontada como uma das mais delicadas, tanto para os astronautas como para o controlo de missão.
Antes da descida, a tripulação realiza uma revisão detalhada dos procedimentos, incluindo a trajetória e as condições meteorológicas, com o objetivo de garantir uma entrada segura na atmosfera terrestre.
Um dos principais focos da NASA foi o reforço do escudo térmico da cápsula, após terem sido identificadas fissuras na missão Artemis I. Segundo responsáveis da agência, as melhorias introduzidas permitem encarar esta fase com confiança.
Após a reentrada, a cerca de 6,7 quilómetros de altitude, serão acionados os paraquedas que irão abrandar a cápsula até à amerissagem no oceano Pacífico, ao largo de San Diego.
Depois do resgate, os astronautas serão transportados para o Centro Espacial Johnson, onde serão avaliados e monitorizados.
Apesar da confiança demonstrada pela NASA, os minutos finais da missão continuam a ser determinantes para garantir o regresso seguro da tripulação à Terra.


