Mobilidade Filantrópica e Administração Pública

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Nos termos do entendimento geral, a Filantropia “é o ato de ajudar o próximo, por meio de várias atitudes altruístas e solidárias que colaboram com o suporte para com outros seres humanos”. A palavra filantropia se originou a partir do termo grego philanthropia, que pode ser traduzido como “amor ao homem” ou “amor à humanidade”.

Em Cabo Verde as organizações de sociedade civil (ONGs) estão posicionadas e a operar em domínios cruciais da sociedade, desde democracia, empreendedorismo, ambiente, tecnologias, microfinanças, saúde, educação, infância e género. Entretanto, devido ao carácter non-profit e social de vários segmentos das suas actividades, a maioria enfrenta escassez de mão-de-obra e técnicos profissionais para levar a cabo a sua missão com maior impacto. Por outro, o Estado e a Administração Pública são famosos por ter excedentes de recursos humanos em diversos setores, criando situações momentâneas de desmotivação, baixa afectação de recursos humanos e utilidades deficitárias.

Dentro dessa ideia de que somos um País pequeno, com recursos humanos e materiais limitados, devemos ser exímios a pensar formas colaborativas e alternativas de potenciar esforços e alcançar resultados melhores.

Assim, entendo e proponho que o Estado e as Organizações da Sociedade Civil (OSC) podem e devem criar e implementar entre si programas de “mobilidade filantropica” destinados a apoiar o desenvolvimento de OSCs e o reforço das causas que promovem.

A Nação é uma só e a separação entre o sector publico, privado e sociedade civil é meramente técnico-jurídica.

Todos juntos somos mais fortes.

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