Moçambique. Amnistia Internacional pede fim da violência pós-eleitoral

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Crise em Moçambique é considerada “a pior repressão dos últimos anos contra os protestos no País”

A Amnistia Internacional instou o governo de Moçambique a pôr fim à repressão violenta contra protestos pós-eleitorais.

A organização denuncia que a repressão atual é “a pior dos últimos anos”, com mais de 20 mortos e centenas de feridos ou presos.

Khanyo Farise, diretor regional adjunto da Amnistia, condenou o uso de força letal pela polícia e o corte do acesso à internet, além do bloqueio de redes sociais.

A Amnistia apela à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e à União Africana para intervirem e evitar novas mortes e abusos.

Os protestos foram desencadeados após a Comissão Nacional de Eleições declarar a vitória de Daniel Chapo, do partido Frelimo, com 70,67% dos votos. Venâncio Mondlane, segundo colocado, que obteve 20,32%, não reconheceu os resultados e convocou manifestações contra a CNE.