Moçambique. Um padre entre os indiciados do assassinato do bispo de Quelimane

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Três pessoas foram hoje apresentadas ao juiz. São suspeitas de atentar conta a vida de Dom Osório Citora Afonso, no passado sábado

Um padre, um guarda e um jardineiro foram apresentados esta quinta-feira ao juiz de instrução criminal na província moçambicana da Zambézia, no âmbito do processo de investigação ao assassinato do bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, ocorrido no passado sáabdo.

De acordo com informações avançadas pelo jornal Folha de Maputo, os três suspeitos foram submetidos ao primeiro interrogatório judicial, numa fase considerada decisiva para o esclarecimento do crime que tem abalado a igreja católica e a sociedade moçambicana e não só.

Até ao fecho desta edição, o tribunal ainda não se tinha pronunciado sobre a legalização das detenções, enquanto o processo continua a decorrer sob forte vigilância policial e intensa atenção mediática.

Segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal, citado pelo jornal O País MOZ, as investigações prosseguem e continuam a gerar elevada expectativa pública, sobretudo em relação à eventual identificação dos mandantes do homicídio e à proveniência da arma utilizada no ataque.

Dom Osório Citora Afonso foi assassinado na madrugada de 6 de junho, na residência episcopal de Quelimane, num crime que provocou consternação dentro e fora de Moçambique. Até ao momento, as autoridades não divulgaram oficialmente os possíveis motivos do assassinato nem confirmaram a existência de outros suspeitos.

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