Em entrevista à televisão pública, o Ministro das Infraestruturas e Ordenamento do Território, Victor Coutinho, abordou vários temas da sua pasta, entre os quais o da questão do Monumento à Liberdade e à Democracia, atualmente em construção na Cidade da Praia.
Perante a polémica em torno do custo de 150 milhões de escudos, o governante foi taxativo: “A democracia é o maior ativo que Cabo Verde tem. É graças a ela que conseguimos mobilizar recursos, ter parceiros e garantir o estatuto de país livre”.
O Ministro recordou que a ideia do monumento não é recente. O concurso público foi lançado em 2024, o contrato assinado em abril de 2025, e a obra deverá ficar concluída em janeiro de 2026, coincidindo com a celebração dos 35 anos da democracia cabo-verdiana.
Às vozes críticas que questionam a prioridade do investimento face às dificuldades sociais, respondeu: “A pobreza não se resolve com esse valor. O país não é só betão e infraestruturas, tem alma, memória e história. É isso que estamos a valorizar”. Sublinhou que a Praia é pobre em monumentos e que esta obra deixará um legado simbólico para as gerações futuras.
O Ministro recordou ainda que outras intervenções, como a Rua Pedonal ou a Praça Palmarejo, foram alvo de contestação no passado, mas hoje são amplamente valorizadas.
Quanto ao financiamento, garantiu que não será suportado apenas pelo Estado. Já há parceiros privados, incluindo um banco e uma seguradora, envolvidos no cofinanciamento, e decorre uma campanha de mobilização de recursos junto de instituições nacionais e internacionais.
“Não governamos ao sabor de petições ou populismos. Governar é decidir com visão. E homenagear a democracia é investir no que temos de mais precioso”, concluiu o Ministro.



Ouvi dizer que o monarca que organizou (ou começou a estruturar)Paris foi considearado cruel,impopular e mais.Porém,e, pela ironia do destino,só veio a ser homenageado, pelo feito,mais de 2 séculos depois.Não quero demostrar nada com isso a propósito das preoridades mas…
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