Jornalista, poeta e escritor fez de Cabo Verde sua terra e aqui viveu largos anos. A saúde fê-lo regressar a Portugal onde faleceu
Nascido em Sintra, Portugal, em 1945, Nuno Rebocho morre aos 75 anos de idade, vítima de doença prolongada.
É um nome muito ligado ao Jornalismo, poesia e literatura em Cabo Verde, País que escolheu para viver e trabalhar desde por volta do ano 2000. Recentemente, devido a problemas de saúde, o antigo colaborador dos jornais Expresso das Ilhas, O Liberal e Horizonte, regressou a Portugal mas manteve intensa ligação a estas ilhas.
Foi distinguido como Cidadão Honorário da Cidade Velha, onde trabalhou como assessor do Presidente Manuel de Pina, na Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago.
Jornalista de fina pena, e de uma escrita muito particular, Nuno Rebocho esteve na estruturação do jornal Expresso das Ilhas, tendo colaborado ao longo de vários anos com aquele semanário. Em Portugal integrou várias redações, desde jornais, rádios e revistas
“A Ilha de Amianto” figura como o seu último livro editado em vida. Antes, deu à estampa, “Histórias da História de Santiago”, uma investigação que aborda fatos marcantes da Ribeira Grande de Santiago.
Enquanto escritor e poeta, Nuno Rebocho deixa vasta obra publicada em Cabo Verde, Portugal, Espanha, Brasil e Argentina.
Homem de causas, o falecido Jornalista chegou a estar preso por cerca de cinco anos, em Peniche, na sequência das lutas que travou contra o regime de Salazar.


