Presidente da Câmara de Santa Catarina, Jacira Monteiro, quer essas respostas. Ministra da Justiça garantiu respostas célere e segundo a nota da Câmara Municipal de Santa Catarina chegada à nossa redação, a mesma, disse ter achado estranho o pronunciamento da PJ na altura que apontou para suicídio
A Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago, Jassira Monteir, reuniu-se, ontem, com a Ministra da Justiça, Joana Rosa, e disse que tanto a Câmara que lidera como os Santacatarinenses querem respostas sobre as circunstâncias da morte do Presidente Beto Alves.

Jacira Monteiro disse à Ministra achar estranho que cerca de um ano sobre o falecimento de Beto Alves, ainda não haver conclusões definitivas por parte da investigação, o que para a Edil coloca em causa a credibilidade das instituições, até porque o pronunciamento prematuro da PJ na altura ainda é questionado por todos.
A Ministra por sua vez prometeu uma resposta célere e informou que recentemente teve um encontro com o novo Diretor Nacional da PJ, no qual pediu que a situação fosse verificada com a maior celeridade. Neste momento só se está à aguarda o resultado do exame laboratorial realizado em Portugal.
Joana Rosa que na altura dos fatos era Deputada da Nação, revelou ontem que também achou estranho o posicionamento da PJ, na altura, segundo a comunicação a nós remetida pela CMSC. Entretanto, garantiu que esse capítulo ficará fechado logo que sair os exames.
Essa mesma estranheza de todos, segundo a nota, é a mesma do novo Diretor Nacional da PJ, que também esteve presente no encontro.
Ricardo Gonçalves, disse no entanto, que irá se informar se os exames já vieram de Portugal, e sublinhou que, neste momento, mesmo que a PJ quisesse fazer um pronunciamento não poderia, porque teria de pedir uma autorização do Ministério Público, já que este é o dono do processo.
Todavia, garantiu que irão tentar pressionar o Ministério Público no sentido de dizer, definitivamente, o que se passou, porque é necessário acabar com este clima de suspeição, se foi suicídio ou homicídio.



Foi assim com o homicidio de Eugenio Barros ha dois anos (Julho de 2019).
1. a pj pura e simplesmente nao quis investigar o historico do caso e as evidencias;
2. a familia, sobretudo, os irmaos, todos, no geral, remeteram num silencio imperdoavel.
Presume-se que os reais motivos do assassinato e branqueamento do assassinato do meu irmao Eugenio venha a ser revelado.
Quando a investigação começa mal, o processo fica na gaveta e a culpa morre solteira. Mas, tudo isso, é por causa de ainda não existe em Cabo Verde, o chamado jornalismo de investigação, esse meio de comunicação social investigativo que incomoda e pressiona o sistema judicial, para que o povo conheça o desfecho de cada caso. Senão vejamos: A lei de VBG, é uma lei que exige maior responsabilidade das autoridades, começando pela Polícia, o pessoal médico, os magistrados, em fim, todos que tenham conhecimento do caso, permitindo a resposta célere e sem exceção. Mas, o que acontece na prática, é uma verdadeira vergonha e os processos acumulam e prescrevem, sem que ninguém é responsabilizado. A vítima, só é chamada pelas autoridades de novo, se foi para televisão e expor a sua afronta. É uma vergonha.
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