Principal suspeito é o companheiro da vítima, médico no Porto Novo, a quem se pede rápido afastamento até se clarificar este caso. Nela foi encontrada em casa na véspera de São João
A morte de Adinela Fonseca, conhecida como “Nela”, ocorrida na véspera das festividades de São João, no Concelho do Porto Novo, Ilha de Santo Antão, está sob suspeita de assassinato. O principal suspeito é o companheiro da vítima, médico de profissão, atualmente em funções na Delegacia de Saúde do Porto Novo.
Segundo informações apuradas pelo OPAÍS.cv, o médico, com histórico de denúncias de violência doméstica por parte da mulher, com quem tem dois filhos, é apontado como o principal suspeito do crime. Nela, natural da Ilha Brava e mãe de 3 filhos, era amplamente reconhecida pela sua dedicação à família e pela sua postura discreta e respeitosa perante situações de conflito.
A vítima foi encontrada estatelada em casa, depois veio a óbito. Nas redes sociais, amigos e familiares publicaram uma carta aberta, na qual descrevem Nela como uma mulher de “fé, caráter e humildade”, e pedem justiça pela sua morte. “Mesmo diante de um relacionamento conturbado, ela sempre agiu com dignidade, respeito e dignidade moral”, refere o documento. A mesma carta confirma que Nela vivia um relacionamento marcado por “sofrimento psicológico, traições e episódios que marcaram a intervenção da Policia”. Testemunhos também sugerem que pessoas próximas estavam cientes da situação difícil que Nela enfrentava, mas que, apesar disso, ela tentava reerguer-se “silenciosamente”.
Entre as alegações que agravam as suspeitas, está a de que o companheiro teria apagado fotografias que a vítima publicou durante os festejos de São João, levantando dúvidas sobre possível destruição de provas.
Familiares e amigos apelam para que a autópsia não seja realizada na Delegacia de Saúde do Porto Novo, de modo a evitar qualquer tipo de interferência, uma vez que o principal suspeito é médico na referida instituição. Há também pedidos públicos para o seu afastamento imediato das funções, até que o caso seja totalmente esclarecido pelas autoridades competentes.


