Morte de Tchinda é sentida “profundamente” no País

0

Diretos Humanos lamentam a morte da “pioneira, defensora e a primeira pessoa abertamente declarada transgenero” em Cabo Verde

Em nota oficial, a Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania, lamentou a morte ocorrida ontem, no Mindelo, de Tchinda, a primeira transgenero em Cabo Verde, vítima de doença.

“Sua vida e trabalho marcaram um ponto de viragem nos direitos LGBTQI no nosso País, e a sua perda é sentida profundamente em todo o Cabo Verde e além”, lê-se na nota, enviada à nossa Redação.

Mais do que uma voz para a comunidade LGBTQI, Tchinda foi “um símbolo de coragem, resiliência e defesa de todos os grupos marginalizados”, refere a mesma fonte, enfatizando seus “incansáveis esforços” que foram “um apelo à ação por Justiça, inclusão e igualdade”.

Através do seu trabalho, Tchinda deu visibilidade a vozes muitas vezes silenciadas e inspirou inúmeros indivíduos a lutar pelos seus direitos, pelo que a sua partida “desafia-nos a enfrentar os silêncios que ainda persistem” na Sociedade, e “convida-nos a refletir sobre o trabalho que ainda precisa ser feito para garantir que cada pessoa, independentemente da sua identidade, possa viver com dignidade e segurança”.

Tchinda faleceu ontem aos 45 anos de idade.