Mortes bebés em São Vicente. Recém-nascidos poderão ter falecido por sepse neonatal tardia

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Esta é uma das conclusões do inquérito mandado instaurar pelo Governo, na sequência da morte de alguns bebés, no Hospital Batista de Sousa, em maio

Foi apresentado hoje os resultados do inquérito que tinha sido instaurado pelo Governo, na sequência das várias mortes de bebés, registadas no Hospital Batista de Sousa, em São Vicente, durante o mês de maio.

A conclusão tirada é que a assistência pré-natal foi cumprida, e a qualidade e segurança da assistência durante o internamento do ponto de vista técnico e humano das mães e dos recém-nascidos foi “razoavelmente satisfatória”.

O inquérito precisou que por se tratar de recém-nascidos prematuros e prematuros extremos, os mesmos “poderão ter falecido por sepse neonatal tardia”.

Dos documentos analisados e audições realizadas, de acordo com o documento distribuído à Imprensa, constatou-se que a grande maioria das gestantes tinha uma gravidez com risco aumentado para parto pré-termo, pelos antecedentes, e foram seguidas nas estruturas primarias de saúde e que todas tinham indicação para seguimento na consulta de alto risco para grávidas

O inquérito apurou que a assistência às mães no serviço de obstetrícia do HBS respeitou os procedimentos técnicos e os protocolos clínicos nacionais. Nesse sentido recomendou-se reforçar ações de capacitação na área da comunicação/humanização/liderança dos profissionais; elaborar um plano anual de atualização/supervisão do cumprimento dos protocolos nacionais; promover a cultura de discussão interna dos óbitos não esperados e dos casos de não conformidade; promover a integração do psicólogo nas equipas, melhorando a assistência aos pacientes; melhorar a articulação e a interface entre os serviços da atenção primária, secundária e terciária; reforço a nível dos recursos humanos por forma a melhorar a qualidade na prestação dos cuidados e melhorar a comunicação entre o serviço e os pacientes no sentido a tornar mais eficaz e eficiente.

De realçar que a comissão de inquérito foi composta pela integrada pela médica Iolanda Landim, Gineco-obstetra, em exercício no Hospital Universitário Agostinho Neto, que a coordena; Dr. António Cruz, médico Neonatalogista em exercício no Hospital Universitário Agostinho Neto; Doutora Edite Silva, Coordenadora do Programa Nacional do Doente e dos trabalhadores da Saúde.