MP pede seis meses de prisão efetiva para ex-Presidente Francês

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Nicolas Sarkozy está a ser julgado em Paris na sequência de uma investigação ao financiamento irregular na campanha eleitoral das presidenciais de 2012. A campanha de Sarkozy custou cerca de 43 milhões de Euros, valor largamente superior ao teto de 22,5 milhões de Euros permitido por lei

O Ministério Público pediu hoje um ano de prisão, com seis meses de pena efetiva, para o ex-Presidente Francês Nicolas Sarkozy, julgado em Paris na sequência de uma investigação ao financiamento irregular na campanha eleitoral das presidenciais de 2012.

Nas alegações finais, a acusação sublinhou o “descuido total” do ex-chefe de Estado Francês na gestão das finanças de uma campanha que custou quase o dobro do limite autorizado e exigiu também o pagamento de uma multa de 3.750 Euros.

Sarkozy, que esteve ausente da sessão, está a ser julgado num processo que começou em 20 de maio. Segundo a acusação, a campanha de Sarkozy custou cerca de 43 milhões de euros, valor largamente superior ao teto de 22,5 milhões de euros permitido por lei.

A acusação defende que o preço real dos cerca de 40 eventos realizado em 2012 pela empresa Bygmalion, que dá nome ao caso, foi drasticamente reduzido, e o restante foi pago pelo partido UMP – posteriormente rebatizado como Republicanos — com base em “subvenções fictícias”.

Sarkozy só se deslocou uma vez ao tribunal, na passada terça-feira, quando foi apresentar o seu testemunho. “Coube ao diretor de campanha organizar a campanha e a mim fazê-la. Sou conhecido por delegar muito. Não posso cuidar de tudo”, disse o ex-Presidente, que sustenta em sua defesa que desconhecia a trama fraudulenta.

Outras 13 pessoas estão também a ser julgadas por envolvimento no sistema de cobrança dupla. Para os restantes 13 acusados, o Ministério Público francês pediu penas de prisão que vão de 18 meses e quatro anos de prisão e multas de 50 mil Euros.