A corrida à liderança do MpD já começou a ganhar forma, com Paulo Veiga e Orlando Dias a assumirem publicamente as suas candidaturas à presidência do partido
O MpD decidiu antecipar todo o calendário interno para a escolha da nova liderança do partido, marcando para agosto deste ano a eleição do próximo presidente do partido e para os dias 4 a 6 de setembro a realização da Convenção Nacional. A decisão foi tomada ontem, sexta-feira, durante a reunião da Comissão Política Nacional, realizada na sequência do recente desaire eleitoral sofrido pelo partido.
No próximo dia 30, a Direção Nacional do MpD vai reunir-se para confirmar a data da eleição do presidente em agosto e escolher uma liderança interina para substituiu Ulisses Correia e Silva.
Com este calendário, o MpD pretende fechar o processo de sucessão de Ulisses Correia e Silva antes das eleições presidenciais marcadas para 8 de novembro, numa estratégia que visa reorganizar internamente o partido e apresentar uma nova liderança consolidada antes de mais um importante teste político nacional.
A corrida à liderança do MpD já começou a ganhar forma, com Paulo Veiga e Orlando Dias a assumirem publicamente as suas candidaturas à presidência do partido. Nos bastidores, contudo, multiplicam-se movimentações e contactos para o surgimento de outras candidaturas, sinalizando uma disputa interna que promete agitar os próximos meses no seio dos democratas.
A antecipação das eleições internas é vista por dirigentes do partido como uma forma de evitar prolongados períodos de indefinição política e permitir ao MpD entrar no ciclo das presidenciais com a situação interna estabilizada.
A reunião da CPN aconteceu num ambiente marcado pela necessidade de reflexão após os resultados eleitorais menos conseguidos, considerados por muitos militantes como um sinal claro de que o partido precisa de renovar estratégias, discursos e lideranças.
Com a marcação das datas, o MpD abre oficialmente um novo ciclo político, numa fase em que a sucessão do atual presidente começa a dominar o debate interno e a mobilizar diferentes sensibilidades dentro do partido.


