Denúncia foi direcionada especificamente ao programa “Bom Dia Cabo Verde”, coordenado por Carlos Santos, acusado pelo MpD de “falta de rigor” e “imparcialidade” no exercício do jornalismo
O Movimento para Democracia expressou hoje, em comunicado assinado pelo Secretário-Geral, Agostinho Lopes, a sua preocupação com o que considera ser um uso indevido da Rádio Pública de Cabo Verde, RCV, para atacar o Governo e o Partido que o sustenta.
A crítica foi direcionada especialmente ao programa “Bom Dia Cabo Verde”, coordenado pelo jornalista Carlos Santos, acusado de “falta de rigor” e “imparcialidade” no exercício do jornalismo.
Agostinho Lopes apontou como exemplo o episódio desta manhã, 15, no programa “Café Central”.
Segundo o MpD, Carlos Santos convidou o cidadão Alte Pinho, sem apresentação prévia aos ouvintes, para comentar e, alegadamente, desconstruir as ideias defendidas pelo Presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, entrevistado no mesmo programa no dia anterior.
O Partido entende que tal prática não promove o pluralismo, mas visa criar uma narrativa negativa sobre o MpD e o Governo.
O comunicado reforça o compromisso do MpD com uma Imprensa livre, destacando que a liberdade da Comunicação Social é uma conquista fundamental da democracia Cabo-verdiana desde 1990.
O MpD critica o que considera ser uma utilização da Rádio Pública para favorecer interesses pessoais ou políticos, pedindo que a informação seja orientada pelos princípios de rigor, isenção e imparcialidade.
Face à gravidade dos fatos apontados, o MpD anunciou que está a preparar uma participação a ser apresentada à Autoridade Reguladora para a Comunicação Social, expondo os casos que fundamentam a denúncia.
O Partido apela ainda à AJOC para que analise a situação à luz dos valores que promove, esperando que se assegure o cumprimento do pluralismo democrático na Comunicação Social Cabo-verdiana.



Só góci ki nhos da conta?
Nhos dura ta djongo.
Comentários estão fechados.