Luís Carlos Silva defende que o executivo dispõe de margem orçamental para amortecer o impacto da subida e proteger famílias e empresas dos efeitos sobre transportes, eletricidade, água e bens essenciais
O Grupo Parlamentar do MpD alerta que o novo aumento dos combustíveis, em vigor a partir desta terça-feira, 1 de setembro, terá um impacto muito para além do preço pago nas bombas, podendo provocar um “efeito multiplicador” em toda a economia.
A posição foi assumida pelo líder parlamentar do partido, Luís Carlos Silva, que aponta os transportes, a eletricidade, a água, a agricultura e outros setores como áreas diretamente expostas à subida dos combustíveis.
O deputado reconhece que Cabo Verde, por depender da importação de combustíveis, está sujeito às oscilações dos mercados internacionais. No entanto, defende que o Governo não pode limitar-se a assistir aos aumentos, devendo adotar medidas para proteger o poder de compra das famílias e a capacidade das empresas.
Segundo Luís Carlos Silva, o Orçamento Retificativo de 2026 prevê uma verba destinada a permitir ao Governo intervir e dar continuidade às medidas de proteção face ao aumento dos preços.
O MpD recorda que, em anteriores períodos de crise, o Estado adotou medidas para amortecer os efeitos dos choques internacionais sobre os combustíveis, a eletricidade e a água, incluindo a suspensão do mecanismo automático de fixação de preços.
Perante a nova subida, o MpD, agora na oposição, exige ao Governo esclarecimentos sobre quando serão acionadas as medidas previstas no Orçamento Retificativo, como pretende impedir que os aumentos se repercutam nas tarifas de eletricidade, água e transportes e que proteção será assegurada às famílias mais vulneráveis.
O MpD quer ainda saber que medidas serão adotadas para apoiar os setores económicos mais expostos à escalada dos custos dos combustíveis e evitar uma nova deterioração do poder de compra dos cabo-verdianos.



