MpD aponta falta de plano de contingência durante cortes de energia no Fogo

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O líder do partido defende que intervenções desta natureza devem ser acompanhadas de planos de contingência e de uma comunicação atempada às populações

O presidente do MpD, Paulo Veiga, criticou a resposta do Governo à crise energética que afetou a ilha do Fogo, apontando falta de planeamento e de mecanismos alternativos para garantir o fornecimento de eletricidade durante a manutenção da central de São Filipe.

Durante uma conferência de imprensa para fazer o balanço dos primeiros 100 dias do Governo, Paulo Veiga afirmou que várias localidades dos municípios de São Filipe, Santa Catarina e Mosteiros ficaram sujeitas a cortes de eletricidade superiores a 24 horas consecutivas durante vários dias.

O líder do MpD atribuiu a situação à falta de um plano alternativo para assegurar o fornecimento de energia durante a manutenção programada da central, defendendo que intervenções desta natureza devem ser acompanhadas de planos de contingência e de uma comunicação atempada às populações.

Perante as referências do atual executivo à falta de investimentos na central desde 2016, o dirigente do MpD apontou vários investimentos realizados anteriormente, entre os quais a aquisição de um gerador móvel de um megawatt, um aval do Estado de 600 mil contos para a manutenção das centrais e a instalação de um novo gerador de 1.600 quilowatts, avaliado em cerca de dois milhões de euros. Referiu ainda uma central solar com baterias financiada pelo Banco Mundial.

Como proposta, o MpD defende a criação de planos de reserva e a disponibilização de geradores de substituição sempre que sejam realizadas intervenções de manutenção nas centrais elétricas, de modo a reduzir o impacto de eventuais falhas no fornecimento.

A crise energética ocorreu num período em que a ilha registou cortes prolongados que, em algumas localidades, ultrapassaram 24 horas e provocaram constrangimentos à população e ao abastecimento de água.

Entretanto, a EDEC anunciou, a 1 de outubro, a conclusão da instalação e entrada em funcionamento de novos grupos de reforço de potência na Central Elétrica de São Filipe. Segundo a empresa, o reforço permite assegurar a cobertura integral da procura máxima da ilha e pôr fim aos cortes rotativos programados.

A EDEC ressalvou que os testes de comissionamento dos novos equipamentos poderiam ainda provocar perturbações temporárias no fornecimento, enquanto fossem realizados os ajustes técnicos necessários para a estabilização do sistema.

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