MpD congratula acordo de conversão da dívida com Portugal em fundo climático

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No Parlamento, bancada da maioria congratulou hoje o Governo pela iniciativa e destacou o “pragmatismo” da ação política do Executivo de Ulisses Correia e Silva

Em Declaração Política, o Deputado Euclides Silva, evidenciou, esta sexta-feira, 30, a satisfação da bancada do MpD, pelo acordo climático conseguido entre os governos de Cabo Verde e Portugal, e sublinhou que a decisão para a assinatura do acordo, “veio em bom momento”.

O Deputado lembrou que em 2016, a dívida pública de Cabo Verde era de 126% do PIB, situação que colocava “em stress” os equilíbrios macro fiscais do País, entretanto, com a pandemia, a dívida pública “ultrapassou” os 150% do PIB. “Não obstante, por conta do crescimento económico na ordem dos 17% em 2022, a percentagem da dívida sobre o PIB está a conhecer uma diminuição”, anotou o Deputado, admitindo existir prognósticos de que a dívida “está numa curva descendente”, pelo que se aponta para um rácio na ordem dos 107% do PIB a curto prazo. “E, nesta senda, o acordo de conversão da dívida com Portugal vai diminuir ainda mais o rácio da dívida pública. Estamos de parabéns!”, evidenciou.

“É importante ressaltar que o acordo subscrito com Portugal recebeu a chancela das Nações Unidas, por intermédio do seu Secretário Geral, António Guterres”, ajuntou.

Nota-se que o valor que Portugal converteu em fundo climático é na ordem dos 12 milhões de Euros, e Silva destacou o compromisso do País com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável 2022-2026 em matéria de sustentabilidade ambiental e ação climática, que visa promover a diversificação da economia, com investimentos na aceleração da transição energética, no desenvolvimento do turismo sustentável, na transição para a economia azul, no desenvolvimento da economia digital e no setor das energias renováveis.

Euclides Silva enfatizou que as mudanças climáticas oferecem uma oportunidade para “fazer o   desenvolvimento de forma diferente”, observando que “não é possível” continuar as atuais práticas de desenvolvimento, sem levar em conta os riscos das mudanças climáticas e os ajustes necessários para reduzir os seus impactos, pelo que “alterações significativas e sistemáticas” são necessárias para promover estilos de vida e hábitos de consumo mais sustentáveis. “Este acordo é a contribuição de Cabo Verde para um planeta mais sustentável e resiliente, a bem das futuras gerações”, sentenciou.