Comissão Política Nacional do MpD considerou esta terça-feira que a acusação deduzida pelo Ministério Público contra o primeiro-ministro e outros titulares de cargos políticos criou uma situação de “extrema gravidade”, defendendo que a legitimidade política e ética do Governo está “irremediavelmente posta em causa”
O MpD anunciou esta tarde ter solicitado, com caráter de urgência, uma audiência ao Presidente da República para analisar a crise e discutir soluções para o restabelecimento da normalidade democrática, na sequência da dedução de crimes ao então presidente da Câmara Municipal da Praia.
A CPN do MpD, agora na oposição, reuniu-se esta terça-feira, 14 de julho, para analisar a situação política nacional na sequência da acusação deduzida pelo Ministério Público contra o atual primeiro-ministro e outros titulares de cargos políticos na autarquia da capital.
Em comunicado, o MpD classificou o momento como “preocupante”, sustentando que a legitimidade política e ética do atual Governo do PAICV ficou “irremediavelmente posta em causa”. Na avaliação do MpD, o caso comprometeu igualmente “a imagem interna, externa e institucional” do país.
Perante este cenário, a CPN entende que toda a sociedade política deve assumir um papel ativo na procura de soluções que permitam o regresso à normalidade democrática e republicana.
Da reunião resultou ainda a definição de uma agenda política específica, cuja implementação ficará sob a responsabilidade do presidente interino do partido, Eurico Monteiro. Segundo o comunicado, essa agenda será apresentada oportunamente aos órgãos de comunicação social.
Como primeira iniciativa, o MpD informou que entregou ao Presidente da República um pedido de audiência com caráter de urgência. O objetivo é expor as preocupações do partido e analisar, em conjunto, a atual conjuntura política.
O partido espera que o encontro com o Chefe de Estado possa realizar-se entre hoje e amanhã.

